segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ZONEAMENTO AGRÍCOLA DEVE ATINGIR 40 CULTURAS ATÉ 2010.

Até o final de 2010, os agricultores familiares poderão contar com cerca de 40 culturas zoneadas, significando a ampliação, com mais segurança, de alternativas de plantio. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático permite que o agricultor inicie sua atividade agrícola em uma safra sabendo quais as épocas de plantio das culturas indicadas - o que reduz o risco da perda da lavoura em função de eventos climáticos -, considerando o ciclo da cultivar (semente) e o tipo de solo. (Veja quadro Brasil)

Segundo o coordenador-geral do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), José Carlos Zukowski, na safra 2003/2004, apenas sete culturas estavam zoneadas: milho, algodão, arroz, sorgo, feijão, soja e trigo. Agora na safra 2009/2010, são 35 culturas que contam com o serviço de zoneamento. “Essa ampliação é resultado de um trabalho articulado entre o MDA, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Embrapa”, explica Zukowski.

Progressos
Nos últimos cinco anos, o trabalho de ampliação tem sido aprimorado para atender às necessidades da agricultura familiar dando, assim, mais opções de escolha para culturas apropriadas às condições da região e da propriedade. “É importante que o agricultor procure orientação da assistência técnica para conhecer o zoneamento e efetuar o plantio nas datas indicadas”, ressalta Zukowski.

No Nordeste, há 22 culturas zoneadas. Somente nesta região, mais de 1.500 municípios foram incluídos no zoneamento para culturas como o sorgo (1.013 municípios), feijão caupi (1.224 municípios), milho (649 municípios) e arroz (339 municípios).

Os agricultores do Sul do País contam, nesta safra, com 24 culturas zoneadas. No Sudeste, são 24; no Centro-Oeste, 18; e no Norte, o zoneamento agrícola abrange 17 culturas. (Veja quadro regiões)

O coordenador também explica que tem sido feito um trabalho para ampliação das culturas da sociobiodiversidade. A portaria de zoneamento agrícola para o dendê, por exemplo, foi publicado e estão previstas, ainda, as portarias para a pupunha, a pimenta-do-reino, o gergelim, a palma, o açaí, entre outros produtos.

De acordo com Zukowski, para agricultores familiares do Norte do País, as portarias de zoneamento agrícola têm sido publicadas após a definição do zoneamento ecológico-econômico. Em Rondônia, já há zoneamento para o arroz, o feijão, o milho, a mandioca e o café, com previsão de novas culturas nos próximos meses. O Acre também possui zoneamento agrícola para arroz, dendê e mandioca.

Crédito com segurança
O zoneamento agrícola, divulgado Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), funciona como uma ferramenta de gestão de risco associado ao Seguro da Agricultura Familiar. Para que esteja segurado, o agricultor deve observar as recomendações do zoneamento para a sua cultura e município, especialmente a data de plantio e a cultivar (semente) utilizada. Além disso, o zoneamento orienta a contratação do crédito pelos bancos, indicando quais culturas são recomendadas para o município. Funciona, ainda, como instrumento de obtenção de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) nas operações de custeio e é utilizado para que o produtor esteja protegido pelo SEAF.

Seguro da Agricultura Familiar
O SEAF é o seguro para agricultores familiares e cobre perdas causadas por eventos climáticos adversos como, seca, chuva excessiva, ventos fortes, ventos frios, granizo, geada e variação grave de temperatura. Além disso, podem ser cobertas perdas por pragas e doenças fúngicas que não tenham método de controle ou técnica economicamente viável.

Zukowski destaca que o agricultor deve certificar-se de que existe indicativo de plantio no município para a cultura, para o tipo de solo em que será desenvolvida a lavoura e para o ciclo de desenvolvimento da cultivar que será plantada. “Isso explica a importância do zoneamento agrícola e da assistência técnica e extensão rural”, diz.

O SEAF cobre até 100% do valor do financiamento do Pronaf, mais 65% da receita líquida esperada - limitada a R$ 2,5 mil. O direito da cobertura ocorre quando são verificadas perdas superiores a 30% da receita estimada no momento da contratação do financiamento junto ao banco.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AGRONEGÓCIO ELEVA EM 24% O PODER DE COMPRA DO BRASILEIRO.

Entre 1994 e 2006, quase mesmo período decorrido entre os dois últimos censos agro do IBGE, o poder aquisitivo do consumidor aumentou 24% frente à alimentação (produtos agropecuários), segundo pesquisas do coordenador científico do Cepea, professor titular da Esalq/USP Geraldo Barros. Além desta contribuição direta aos brasileiros, o setor contribuiu com mais de US$ 300 bilhões (superávit da balança do setor no período) para as reservas do País, que ajudaram consideravelmente no pagamento da dívida externa. Para um período mais longo, que vai de 1975 a 2006, outros estudos de Geraldo Barros mostram que os preços agropecuários caíram em média 60%, a produtividade dobrou - favorecendo o aumento real dos salários -, mas a lucratividade média do setor diminuiu 20%.

Destaques - Apesar deste desempenho do setor, o professor destaca que, ao comparar 1995 e 2006, os dados do IBGE indicam a quase ausência do estado no cumprimento de seu papel de apoio à agropecuária, principalmente nas regiões mais carentes. Em sua análise, considera alarmantes o grau de analfabetismo entre os agricultores, a ampla falta de orientação técnica, o acesso muito baixo ao crédito rural. "Apesar de todo barulho em torno da questão da reforma agrária, ainda 85% dos trabalhadores rurais acham-se amontoados nos pequenos estabelecimentos. São, na maioria, trabalhadores da mesma família que não contam com terra suficiente que assegure condição de vida satisfatória. Certamente deveriam ser priorizados na distribuição de terra."

Alterações - Quanto às demais informações estruturais - como a distribuição da posse da terra - Geraldo Barros observa que o censo de 2006 mostra alterações muito pequenas em relação a 1995, "o que não deixa de ser interessante", destaca. O período foi de expressiva expansão do setor, tanto na produção de alimentos, como de fibras e energia. "Houve grande crescimento com queda significativa de preços para o consumidor e com avanço considerável no mercado externo, apesar do protecionismo dos países desenvolvidos, que tem prejudicado a lucratividade do setor. Tudo isso com queda de quase 7% na área dos estabelecimentos rurais, o que ajuda muito no controle do uso da terra do Cerrado e da Amazônia."

Renda - A comparação dos resultados pontuais de 2006 é desaconselhada pelo coordenador científico do Cepea, já que aquele ano não foi bom para a agropecuária. A renda foi 2% menor do que em 2005 e 12% inferior a 2004. O resultado foi impacto negativo nos gastos com insumos, que encolheram 15% em relação a 2004, e provavelmente na produtividade, comenta. Com base em dados do próprio IBGE, o professor lembra que a produção de soja relatada para 2006, por exemplo, de 40,7 milhões de toneladas foi 17,3% inferior à de 2004, de 49,2 milhões de toneladas. A produção de algodão encolheu em terço (33%) entre 2004 e 2006.

PROPOSTA SUGERE CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DA JUSTIÇA AGRÁRIA.

A criação e implantação da Justiça Agrária como remédio jurídico capaz de solucionar conflitos agrários foi defendida por unanimidade, nesta quarta-feira (30), no workshop sobre reforma agrária, durante o I Encontro do Fórum Nacional para Monitoramento e Resolução dos Conflitos Fundiários Rurais e Urbanos, que aconteceu em Campo Grande (MS). A proposta sugerida por magistrados de diversos estados teve a adesão da procuradora geral do Incra, Gilda Diniz dos Santos, durante palestra sobre a implantação da reforma agrária no Brasil.

Um dos gargalos apontados pela procuradora para a implantação de assentamentos no País é a demora do judiciário em emitir pareceres sobre os processos de desapropriação. Segundo ela, existem mais de 180 processos esperando a decisão do judiciário. “Se aprovadas, essas novas áreas poderiam beneficiar 11 mil famílias”, afirmou Gilda.

Reconhecendo a morosidade da Justiça com as causas agrárias, o ministro chefe do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, anunciou, na noite anterior (29), como meta número um, a análise dos processos pendentes até 2005.

Para o gestor da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, Gersino José da Silva Filho, a implantação da Justiça Agrária deveria contemplar também a existência de defensorias agrárias, assim como polícia militar e civil agrárias, em âmbito federal e estadual.

Dados atestam evolução na reforma agrária

A procuradora do Incra apresentou um painel sobre a reforma agrária, com destaque para o período 2003 a 2009. Para Gilda, os números positivos apresentados em sua palestra, como a inclusão de mais de 500 mil novas famílias assentadas, 144 mil casas construídas e a elevação do investimento anual de R$ 1,5 bilhões para R$ 4,6 bilhões no período, são prova da preocupação do Governo Federal com a política de reforma agrária.

Segundo ela, a reforma agrária precisa evoluir ainda mais para alcançar o estágio demandado pelas famílias assentadas ou à espera de uma oportunidade para morar e produzir no campo.

As sugestões colhidas no workshop serão levadas ao Conselho Nacional de Justiça, ao Incra, ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e ao Ministério do Planejamento, para que cada um, na sua área de atuação, possa promover as melhorias necessárias à redução dos conflitos agrários urbanos e rurais.

Desenvolvimento com maior participação social

A servidora da superintendência regional do Incra/MS, Ivanilda Mayor, defendeu a reforma agrária como política de inclusão social que dá certo. Ivanilda afirma que a qualidade dos assentamentos poderia melhorar se fosse ampliada a participação de profissionais da área social como assistentes sociais, pedagogos, psicólogos e cientistas sociais.

O representante quilombola, advogado José Roberto Camargo de Souza (Zezão), alertou para a existência de demandas agrárias no Mato Grosso do Sul. “Ontem mesmo houve tiros na comunidade quilombola Furnas do Dionísio”. Zezão sugeriu alterar o Decreto nº 433 para facilitar a aquisição terras para os quilombolas.

Já o ativista social Lázaro Bonifácio da Silva, caminhou a pé doze quilômetros para assistir o evento. Ele ressaltou a importância de criar mecanismos para que os segmentos sociais quilombola, indígena e assentados ampliem sua participação na busca por soluções que amenizem os conflitos no campo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

BIOQUEROSENE DE ÓLEOS VEGETAIS

Um processo inovador para a produção de bioquerosene a partir de vários tipos de óleos vegetais, que poderá tornar o combustível usado em aviões menos poluente e mais barato, foi desenvolvido na Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A patente da tecnologia já foi depositada pela Agência de Inovação da universidade (Inova Unicamp). Após sua extração e refino, o óleo é colocado em um reator junto com uma quantidade específica de etanol e um catalisador, responsável por acelerar as reações químicas.

“A maior contribuição do processo de obtenção do bioquerosene são os altos índices de pureza do produto final. Outra é a possibilidade de utilização de praticamente qualquer tipo de óleo vegetal como matéria-prima”, disse Rubens Maciel Filho, professor do Departamento de Processos Químicos da FEQ e coordenador do estudo, à Agência FAPESP.

“O processo pode ser dividido em duas etapas principais. Na primeira ocorrem as reações químicas por meio de um catalisador e, na segunda, as relações óleo-etanol são otimizadas considerando variáveis como temperatura e tempo visando a atingir a melhor conversão dos óleos em bioquerosene purificado”, explicou.

No interior do reator ocorre a reação de transesterificação (do álcool com o óleo vegetal) que leva à formação do bioquerosene, menos poluente que os combustíveis de origem fóssil por não emitir enxofre, compostos nitrogenados, hidrocarbonetos ou materiais particulados.

“Além de ser feito a partir de óleos vegetais, outra vantagem ambiental desse combustível renovável é que, ao emitir dióxido de carbono no ar em altitudes elevadas, ele contribui para o crescimento das plantas no solo, que absorvem o dióxido de carbono e conseguem manter seu balanço energético”, explicou Maciel Filho, um dos coordenadores do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

Em uma segunda etapa de produção, os pesquisadores separam todos os produtos da reação: o bioquerosene, o catalisador, a água e a glicerina. O isolamento ocorre em uma unidade de separação em condições de temperatura e pressão que tornam o biocombustível economicamente viável. Um dos segredos do processo está na dosagem precisa das proporções de óleo vegetal, álcool, catalisador e temperatura adequada.

“Conseguimos um grau de pureza que chega a 99,9%. Não há registros de produtos semelhantes no mercado brasileiro ou internacional. E é exatamente esse alto nível de pureza que permite a utilização do biocombustível em altas altitudes”, disse Maciel Filho, que também coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biofabricação (Biofabris), um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) que, no Estado de São Paulo, são apoiados pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático.

Transferência de tecnologia

Segundo Maciel Filho, o procedimento tecnológico gera como subprodutos a glicerina, água e o que sobra do etanol não consumido nas reações, sendo que, após a separação desses compostos indesejados, o óleo fica mais fino e com menor viscosidade.

“Essa etapa de separação dos compósitos é uma das grandes inovações do processo. Pelos cálculos preliminares, o custo final do bioquerosene será cerca de 30% mais barato que o querosene oriundo de fontes fósseis, devido, por exemplo, aos baixos custos de energia utilizada em seu processo de produção”, apontou.

Depois da criação e aperfeiçoamento da tecnologia, o bioquerosene foi enquadrado dentro dos requisitos para combustível de aviação estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). “A tecnologia já está em processo de transferência para as empresas interessadas”, disse.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

REFERÊNCIA EM MEDICINA EQUINA, O BRASIL RECEBE CONGRESSO MUNDIAL DE VETERINÁRIA.

Com mais de mil inscritos, 30% dos quais vindos de países dos 5 continentes - o Congresso reúne os 25 “tops” mundiais entre os 40 palestrantes com destaque para Wayne McIlwraith e Nathaniel White, autores de livros que são base da moderna medicina veterinária equina.

As palestras e seminários terão tradução simultânea, e os assuntos abrangendo todas as áreas da medicina equina, com destaque para cavalos atletas. O Congresso também traz para o debate práticas e programas para cuidados de equideos abandonados.

O Brasil e a Equinocultura

Detentor do 3º maior plantel mundial de equinos com 5,9 milhões de animais, o Brasil fica atrás, apenas, da China (7,9 milhões) e México (6,2 milhões), segundo dados da Comissão Nacional da Agricultura. A pesquisa da CNA registra, ainda, que o agronegócio ligado ao cavalo movimenta anualmente R$ 7,3 bilhões e emprega em torno de 3,2 milhões de pessoas direta e indiretamente.

E é este “Brasil equestre” com sua importância social e econômica que os organizadores do “11º Congresso da World Equine Veterinary Association - WEVA 2009” também querem mostrar para os visitantes estrangeiros.

De avanços científicos à cultura brasileira

Entre as atrações do Congresso destaque para a “Exposição Científica” com 325 trabalhos selecionados de países de cinco continentes e que promete mostrar a pluralidade das pesquisas de ponta em prol do contínuo desenvolvimento na medicina equina.

Na quinta-feira, 24, assim que o Congresso for aberto oficialmente por Gary Norwood, presidente da World Equine Veterinary Association (WEVA), às 14h00, uma série de atrações estão programadas, incluindo a “Sala de Exposição”, em que cerca de 40 empresas do setor vão mostrar e lançar produtos. Nesta área, os organizadores criaram o “Espaço Brasileiro” em que produtos como a cachaça, cerâmica e artesanato típico do País prometem encantar os estrangeiros.

A partir das 19h30, no Restaurante Thai, do Casa Grande Hotel, durante coquetel oferecido pelos criadores de cavalo Lusitano Victor Oliva, Paulo Salles e Manuel Tavares de Almeida Filho acontecem diferentes atrações como o capoeira e percussão com ritmos brasileiros.

No sábado, 26, um dos momentos mais esperados do Congresso é a demonstração de ultrassonografia com aparelho de última geração pelo veterinário francês Jean Marie Denoix que vai ter um cavalo Lusitano à disposição. À noite, na festa de encerramento, quem faz o show é a “Rosas de Ouro”, uma das mais premiadas escolas de samba de São Paulo.

Fique por dentro da programação, temas e palestrantes acessando o site oficial: www.weva2009.com.br

O “11º Congresso da World Equine Veterinary Association - WEVA 2009” tem organização da Associação Brasileira de Médicos Veterinários de Equídeos (ABRAVEQ), Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e World Equine Veterinary Association (WEVA), sob coordenação geral da Wolff Sports e Marketing.

CNTBIO APROVA TRÊS NOVAS VARIEDADES DE MILHO GENETICAMENTE MODIFICADO.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou hoje (17) a comercialização de três novas variedades de milho transgênico no País. Dos três milhos aprovados, um é resistente a insetos, outro é resistente a insetos e tolerante a glifosato e um último resistente a insetos e tolerante aos herbicidas glifosato e glufosinato.

Com essas novas liberações comerciais, o Brasil tem aprovadas nove variedades de milho GM, sendo quatro delas resistentes a insetos, três tolerantes a herbicida e outras duas variedades que apresentam as duas características.

Atualmente, variedades de milho GM são cultivadas em 19 países dos cinco continentes. A informação é do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA).

As informações são da assessoria de imprensa do Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB).

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

PESQUISA BUSCA PRODUÇÃO DE PATÊS E CONSERVAS DE TILÁPIAS.

Na Semana do Peixe (1 a 15 de setembro), a Embrapa Agroindústria de Alimentos e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro aproveitam para anunciar que, em breve, o consumidor poderá ter novas opções para consumo de tilápias. Os pesquisadores estão ajustando variáveis para oferecer tilápias na forma de patês e conservas. Se constatada a viabilidade técnica e econômica, piscicultores, agroindústrias e comércio terão a disposição alimentos derivados mais acessíveis e nutritivos, pois a tilápia é fonte de proteínas, minerais, principalmente cálcio e fósforo, vitaminas A, D e complexo B.

Os pesquisadores querem saber até que ponto o tratamento térmico pode ser ajustado para garantir a qualidade sensorial e nutricional dos produtos à base de carne de tilápia. O processo térmico é necessário para combater a ação de microorganismos e aumentar a vida de prateleira da conserva, mas isso afeta as concentrações de ácidos graxos e proteínas.

No caso do patê, a pesquisa explora a composição de fórmulas que garantam sabor, cor, textura e aroma de acordo com as expectativas do consumidor. O produto aproveita as partes descartadas na linha de filetagem da tilápia. Cerca de 90% dessa carne pode ser processada, condimentada e comercializada como patês. “Em testes sensoriais os produtos formulados tiveram boa aceitação”, explicou a pesquisadora Angela Aparecida Lemos Furtado, da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

Esse projeto conta com a parceria da Cooperativa de Ranicultores de Cachoeira de Macacu (Coopercramma), da região serrana do Rio, que fornece os peixes para as pesquisas. A tilápia representa a segunda espécie de maior importância na piscicultura mundial, sendo superada apenas, em volume de produção, pelas carpas. É considerada de grande importância na aqüicultura mundial, indicada para o cultivo intensivo, cuja produção está estimada em 1.500.000 toneladas para 2010. O Brasil é o sétimo maior produtor mundial.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

LULA VETARÁ 50% DO PLANTIO DE CANA NO BRASIL.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai vetar a expansão das áreas de plantio de cana de açúcar, que corresponde a 4,6 milhões de km², a medida faz parte do selo verde que quer dar um caráter ecológico a produção de álcool, combustível no País. Durante um discurso na Europa, em julho de 2007, Lula disse que a produção do combustível brasileiro não aumentaria o desmatamento e não prejudicaria a produção de alimentos. No entanto, nenhuma medida tinha sido tomada até então.

Somente as nove usinas de cana já existentes na Amazônia e no entorno do Pantanal poderão continuar em operação. O projeto estimula que outros empreendimentos e novas plantações de cana devem ocorrem em áreas de pastagem degradada.

O governo e os produtores esperam que a área de 7 milhões de hectares possa ser duplicada até 2017. O projeto de regras para o zoneamento de áreas de cultivo ainda pode sofrer alterações no Congresso.

O anuncio do zoneamento deve ser feito no próximo dia 17. Integrantes do governo reconhecem que a iniciativa de Lula faz parte da uma resposta do presidente à possível candidatura de Maria Silva à presidência do País pelo Partido Verde em 2010.

ESTUDO COM MÉTODOS DE HIDRATAÇÃO EM COUVE É APRESENTADO EM CONGRESSO NO CEARÁ.

O fisiologista vegetal Adonai Gimenes Calbo apresenta durante o XII Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal, em Fortaleza/CE, de 7 a 12 de setembro, estudo realizado com três métodos comparativos para medir o índice de hidratação em folhas de couve.
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As primeiras avaliações do pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apontaram como melhor método o índice para medir a pressão de turgescência pelo Wiltmeter, equipamento desenvolvido por ele e já em face de transferência para empresas interessadas em fabricar e comercializar a tecnologia. De acordo com o pesquisador, os outros métodos avaliados, o teor relativo de água e o volume hidratado relativo são mais demorados e ainda há a necessidade de tratamento prévio da folha. Pelo método tradicional, teor relativo de água, a avaliação pode levar até 48 horas. “Com o Wiltmeter, a avaliação pode ser realizada em dois ou três minutos”, explica.

Índices de hidratação são variáveis de natureza prática que podem auxiliar na quantificação de estresses hídricos sofridos pelas plantas. Apesar de simples, conceitualmente, o pesquisador explica que o estabelecimento e a medição destes índices têm sido tarefas, frequentemente, limitante em aplicações agronômicas.

A Embrapa Instrumentação Agropecuária vem trabalhando na melhoria do processo de pós-colheita e tem desenvolvido pesquisas na mensuração de danos físicos e qualidade na cadeia produtiva. Para isso, desenvolveu o Wiltmeter para medição da turgescência de folhosas, ou seja, para medir a firmeza, a murcha das folhas. A turgescência das folhas é fator primordial de qualidade relacionado ao conteúdo de água e prejudicado pela perda dela.

O Wiltmeter é um instrumento para fazer medidas objetivas após a colheita no campo e durante o armazenamento, é simples, portátil e de fácil uso. Estudos indicaram que o instrumento é adequado para avaliação objetiva e rápida da qualidade de folhosas, o que é um progresso em relação aos métodos táteis subjetivos atualmente utilizados em todo o mundo. De acordo com Calbo, o equipamento gera resultados tão próximos aos obtidos com a sonda de pressão que o qualifica como um instrumento sucedâneo e mais prático que pode ser utilizado em estudos de pós-colheita e de ecofisiologia vegetal nos quais a aplicação direta da sonda de pressão seria impossível ou ao menos demasiadamente trabalhosa.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

EVITE A TRISTEZA PARASITÁRIA COMBATENDO O CARRAPATO.

O controle integrado do carrapato é a melhor forma de combater a tristeza parasitária porque os rebanhos não podem ficar totalmente livres desses parasitos, uma vez que eles funcionam como uma espécie de vacina natural, ajudando o animal a desenvolver resistência contra a doença. Em número reduzido, o carrapato ajuda na manutenção da circulação dos agentes causais da tristeza parasitária nos rebanhos em níveis tão baixos que os animais não chegam a adoecer, uma vez que estarão com seu sistema imunológico ativo contra a doença.

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O gado leiteiro costuma ser mais acometido pela tristeza parasitária do que o gado de corte. “A gente sabe que os bovinos de leite têm uma infestação por carrapatos muito maior do que os bovinos de corte”, explica a pesquisadora da Embrapa Rondônia, Luciana Gatto Brito. “Eles são muito mais susceptíveis à ocorrência da doença, principalmente os animais mais jovens porque ainda estão descobertos pela proteção do sistema imunológico”.

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Os produtores devem ficar atentos aos sintomas da tristeza parasitária e, em caso de suspeita de sua ocorrência, procurar um especialista para que seja dado o tratamento adequado, evitando maiores danos ao rebanho e prejuízos à sua produção.

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Geralmente a doença surge em forma de surtos, prejudicando todo o rebanho e não um único animal. Pesquisas da Embrapa indicam que a melhor forma de prevenir a tristeza parasitária bovina é realizar o controle integrado do carrapato, onde se utilizam várias estratégias de controle que possibilitam manter os rebanhos com baixos níveis de infestação durante todo o ano, sendo o controle estratégico, uma das mais importantes práticas que deve ser adota nos rebanhos.

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O controle integrado do carrapato dos bovinos ou controle estratégico deve ser realizado no período que antecede o início das chuvas,no meio deste período, e em seu final. “Utilizando uma série de estratégias, como o controle estratégico, rotação de pastagens e utilização de animais “aspiradores” de larvas nas pastagens, assim como a utilização de carrapaticidas de alta eficiência para o controle das populações de carrapatos nas propriedades consegue-se um bom controle desse ectoparasita nos rebanhos, evitando que haja uma grande concentração de carrapatos nos animais e nas pastagens, permitindo que se faça também um bom controle da tristeza parasitária”, conforme explica Luciana Gatto Brito, pesquisadora da Embrapa Rondônia.