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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

BRASIL EM 4º LUGAR NA PRODUÇÃO DE MILHO.


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou os resultados dessa cultura nas safras 2006/2007, 2007/2008 e 2008/2009 em 16 países e as perspecctivas para 2009/2010, com base em informações próprias e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

As safras analisadas indicam a liderança isolada dos Estados Unidos, como o grande produtor mundial de milho, sendo que o auge norte-americano foi entre 2007/2008, quando a colheita alcançou 331.177 milhões de toneladas do grão. No mesmo período, a China, que tradicionalmente é o segundo maior produtor de milho, colheu menos da metade, 152.300 milhões de toneladas.

“O que chama a atenção é que o Brasil está se firmando como o quarto maior produtor de milho do mundo” destacou o economista da Conab, Mariano Marques. O estudo mostra essa posição nas safras 2006/2007, 2008/2009 e deve manter esse resultado em 2009/2010, colhendo 51.000 toneladas de milho. Em 2007/2008, o País ocupou o terceiro lugar da lista, com 58.600 toneladas. Em média, o Brasil consome 45 milhões de toneladas e exporta sete milhões por safra. A exceção foi em 2006/2007, com a exportação de quase 11 milhões de toneladas. A previsão é que a produção brasileira se mantenha estável em 2009/2010.

Veja a apresentação da Conab:
http://www.agricultura.gov.br/pls/portal/url/ITEM/78961C7A1AE96778E040A8C075021F25

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CNTBIO APROVA TRÊS NOVAS VARIEDADES DE MILHO GENETICAMENTE MODIFICADO.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou hoje (17) a comercialização de três novas variedades de milho transgênico no País. Dos três milhos aprovados, um é resistente a insetos, outro é resistente a insetos e tolerante a glifosato e um último resistente a insetos e tolerante aos herbicidas glifosato e glufosinato.

Com essas novas liberações comerciais, o Brasil tem aprovadas nove variedades de milho GM, sendo quatro delas resistentes a insetos, três tolerantes a herbicida e outras duas variedades que apresentam as duas características.

Atualmente, variedades de milho GM são cultivadas em 19 países dos cinco continentes. A informação é do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA).

As informações são da assessoria de imprensa do Conselho de Informações Sobre Biotecnologia (CIB).

segunda-feira, 8 de junho de 2009

MILHO COM MAIORES TEORES DE VITAMINA A PODERÁ CHEGAR EM 2010.

Espigas da linhagem Pró-Vitamina A selecionadas.

A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) avaliou 246 acessos de milho de todo o Brasil para identificar o perfil de carotenóides precursores da vitamina A, chamados carotenóides pró-vitamina A. Seis linhagens da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) foram selecionadas e uma variedade com maiores teores de pró-vitamina A está em desenvolvimento O resultado é uma seleção de grãos com até quatro vezes mais carotenóides precursores da vitamina A que os encontrados em variedades comuns. Essa pesquisa foi um dos destaques na III Reunião Anual da Biofortificação no Brasil, que aconteceu de 31 de maio a 5 de junho, em Aracaju-SE.

Segundo o pesquisador Paulo Evaristo de Oliveira Guimarães, em uma das linhagens avaliadas, o valor médio de pró-vitamina A foi de 7,6 microgramas/grama, enquanto as 20% melhores espigas apresentaram valores médios de 9,2 microgramas/grama. "Estes valores são, respectivamente, cerca de 3,5 e 4,2 vezes maiores que os encontrados em milho de grãos amarelos", relata o pesquisador. A partir de reações químicas no organismo, a pró-vitamina A transforma-se em vitamina A, que tem papel importante para a saúde dos olhos.

Ainda segundo ele, nas próximas duas safras a linhagem selecionada será avaliada quanto ao desempenho agronômico na região Nordeste e em outras regiões do país. "Caso os testes indiquem boa performance agronômica e melhor qualidade nutricional, poderemos ter uma cultivar com maiores teores de carotenóides pró-vitamina A a partir de 2010", afirma. Mesmo com maiores teores de carotenóides pró-vitamina A, o milho, para ser considerado pelos pesquisadores como biofortificado, precisa apresentar teores de, no mínimo, 15 microgramas/grama.

Enquanto isso, os produtores rurais podem ter acesso ao BRS Assum Preto, uma variedade de alta qualidade protéica e com maiores teores de aminoácidos essenciais, como o triptofano e a lisina. A variedade é indicada para as condições semi-áridas do Nordeste brasileiro por apresentar ciclo superprecoce - da emergência das sementes à colheita são necessários 100 dias, em média.

Uma das principais contribuições que a pesquisa agropecuária deve oferecer para o combate à desnutrição é o desenvolvimento de alimentos mais nutritivos. Além de características desejáveis como a facilidade de serem produzidos, processados e consumidos, tais alimentos devem ser também acessíveis à dieta básica das populações, em especial, das regiões mais pobres do mundo, como África, Ásia, América Latina e Caribe, principais focos dos programas HarvestPlus e AgroSalud, que no Brasil configuram uma rede de centros de pesquisa coordenados pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ).

A biofortificação de produtos agrícolas para melhoria da nutrição humana tem o objetivo de suprir a dificuldade de suplementação de vitaminas e minerais (pró-vitamina A, ferro e zinco) em regiões sem infra-estrutura adequada para a distribuição de alimentos processados. Por isso, a proposta supera as limitações a partir do uso de tecnologias que têm como base a semente de produtos agrícolas melhorados convencionalmente (cruzamento de plantas da mesma espécie).

Sementes com maiores teores de micronutrientes são o diferencial do programa. De acordo com o pesquisador Paulo Evaristo Guimarães, o milho, devido à sua amplitude e facilidade de produção e consumo, é um dos cereais que merece destaque nesta rede de pesquisa que também investiga arroz, feijão, feijão caupi, abóbora, batata doce, mandioca e trigo.

domingo, 7 de junho de 2009

CONAB VENDE MILHO A PRODUTORES ATINGIDOS PELA SECA.

A Conab vai vender 300 mil toneladas de milho para agricultores familiares da região Sul atingidos pela seca, sendo 200 mil t para os produtores gaúchos, 75 mil t para os catarinenses e 25 mil t para os paranaenses. A saca de 60 quilos do cereal será negociada por R$ 16,50 e cada produtor poderá comprar até três toneladas. As vendas devem começar em 15 dias.

Parceria - A medida será realizada por uma parceria entre a estatal e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para apoiar pequenos produtores da região, sobretudo bovinocultores de leite. Uma das novidades desta operação será um serviço de delivery. Quando o agricultor comprovar que não dispõe de transporte para levar o milho do armazém até sua propriedade, a entrega será feita pela estatal. "Nossa expectativa é garantir que até mesmo as famílias que vivem em regiões isoladas recebam o produto", diz o diretor de Política Agrícola e Informação da Conab, Silvio Porto.

DAP - Para ter acesso ao cereal, o produtor precisará apresentar uma Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento que identifica a família como beneficiário do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.Cerca de 235 mil toneladas de sairão de armazéns da região norte do Mato Grosso, com um custo da remoção de aproximadamente R$ 108 milhões para a Conab. As 65 mil toneladas restantes já estão disponíveis nos estoques públicos da região Sul.

Crédito - Para realizar o pagamento do milho os agricultores vão contar com uma linha de crédito emergencial de R$ 258 milhões disponibilizados pelo MDA. Segundo o Ministério, cada produtor poderá solicitar aos bancos via Pronaf até R$ 1.500, a ser pago em até dois com juros de 0,5% ao ano.