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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ZONEAMENTO AGRÍCOLA DEVE ATINGIR 40 CULTURAS ATÉ 2010.

Até o final de 2010, os agricultores familiares poderão contar com cerca de 40 culturas zoneadas, significando a ampliação, com mais segurança, de alternativas de plantio. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático permite que o agricultor inicie sua atividade agrícola em uma safra sabendo quais as épocas de plantio das culturas indicadas - o que reduz o risco da perda da lavoura em função de eventos climáticos -, considerando o ciclo da cultivar (semente) e o tipo de solo. (Veja quadro Brasil)

Segundo o coordenador-geral do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), José Carlos Zukowski, na safra 2003/2004, apenas sete culturas estavam zoneadas: milho, algodão, arroz, sorgo, feijão, soja e trigo. Agora na safra 2009/2010, são 35 culturas que contam com o serviço de zoneamento. “Essa ampliação é resultado de um trabalho articulado entre o MDA, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Embrapa”, explica Zukowski.

Progressos
Nos últimos cinco anos, o trabalho de ampliação tem sido aprimorado para atender às necessidades da agricultura familiar dando, assim, mais opções de escolha para culturas apropriadas às condições da região e da propriedade. “É importante que o agricultor procure orientação da assistência técnica para conhecer o zoneamento e efetuar o plantio nas datas indicadas”, ressalta Zukowski.

No Nordeste, há 22 culturas zoneadas. Somente nesta região, mais de 1.500 municípios foram incluídos no zoneamento para culturas como o sorgo (1.013 municípios), feijão caupi (1.224 municípios), milho (649 municípios) e arroz (339 municípios).

Os agricultores do Sul do País contam, nesta safra, com 24 culturas zoneadas. No Sudeste, são 24; no Centro-Oeste, 18; e no Norte, o zoneamento agrícola abrange 17 culturas. (Veja quadro regiões)

O coordenador também explica que tem sido feito um trabalho para ampliação das culturas da sociobiodiversidade. A portaria de zoneamento agrícola para o dendê, por exemplo, foi publicado e estão previstas, ainda, as portarias para a pupunha, a pimenta-do-reino, o gergelim, a palma, o açaí, entre outros produtos.

De acordo com Zukowski, para agricultores familiares do Norte do País, as portarias de zoneamento agrícola têm sido publicadas após a definição do zoneamento ecológico-econômico. Em Rondônia, já há zoneamento para o arroz, o feijão, o milho, a mandioca e o café, com previsão de novas culturas nos próximos meses. O Acre também possui zoneamento agrícola para arroz, dendê e mandioca.

Crédito com segurança
O zoneamento agrícola, divulgado Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), funciona como uma ferramenta de gestão de risco associado ao Seguro da Agricultura Familiar. Para que esteja segurado, o agricultor deve observar as recomendações do zoneamento para a sua cultura e município, especialmente a data de plantio e a cultivar (semente) utilizada. Além disso, o zoneamento orienta a contratação do crédito pelos bancos, indicando quais culturas são recomendadas para o município. Funciona, ainda, como instrumento de obtenção de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) nas operações de custeio e é utilizado para que o produtor esteja protegido pelo SEAF.

Seguro da Agricultura Familiar
O SEAF é o seguro para agricultores familiares e cobre perdas causadas por eventos climáticos adversos como, seca, chuva excessiva, ventos fortes, ventos frios, granizo, geada e variação grave de temperatura. Além disso, podem ser cobertas perdas por pragas e doenças fúngicas que não tenham método de controle ou técnica economicamente viável.

Zukowski destaca que o agricultor deve certificar-se de que existe indicativo de plantio no município para a cultura, para o tipo de solo em que será desenvolvida a lavoura e para o ciclo de desenvolvimento da cultivar que será plantada. “Isso explica a importância do zoneamento agrícola e da assistência técnica e extensão rural”, diz.

O SEAF cobre até 100% do valor do financiamento do Pronaf, mais 65% da receita líquida esperada - limitada a R$ 2,5 mil. O direito da cobertura ocorre quando são verificadas perdas superiores a 30% da receita estimada no momento da contratação do financiamento junto ao banco.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

PROGRAMA MAIS ALIMENTOS VAI SE TORNAR POLÍTICA PERMANENTE.

O governo vai tornar permanente o Programa Mais Alimentos, direcionado à agricultura familiar. O anúncio foi feito nesta quarta, dia 15, em Brasília pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Depois de prorrogar por mais um ano o programa que financia a compra de tratores populares, a juros baixos, será transformado em política permanente.

A medida era reivindicada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), que veio à Brasília para cobrar do governo federal o cumprimento de uma pauta de reivindicações do setor. Entre os pedidos estão a destinação de R$ 500 milhões para a construção de 50 mil casas no campo e o aperfeiçoamento do seguro rural.

No Plano Safra, que será divulgado na próxima semana, o governo vai anunciar novas medidas para os pequenos agricultores. Entre elas, mudanças no serviço de assistência técnica e extensão rural e a criação de um selo para a agricultura familiar.

domingo, 7 de junho de 2009

CONAB VENDE MILHO A PRODUTORES ATINGIDOS PELA SECA.

A Conab vai vender 300 mil toneladas de milho para agricultores familiares da região Sul atingidos pela seca, sendo 200 mil t para os produtores gaúchos, 75 mil t para os catarinenses e 25 mil t para os paranaenses. A saca de 60 quilos do cereal será negociada por R$ 16,50 e cada produtor poderá comprar até três toneladas. As vendas devem começar em 15 dias.

Parceria - A medida será realizada por uma parceria entre a estatal e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para apoiar pequenos produtores da região, sobretudo bovinocultores de leite. Uma das novidades desta operação será um serviço de delivery. Quando o agricultor comprovar que não dispõe de transporte para levar o milho do armazém até sua propriedade, a entrega será feita pela estatal. "Nossa expectativa é garantir que até mesmo as famílias que vivem em regiões isoladas recebam o produto", diz o diretor de Política Agrícola e Informação da Conab, Silvio Porto.

DAP - Para ter acesso ao cereal, o produtor precisará apresentar uma Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento que identifica a família como beneficiário do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.Cerca de 235 mil toneladas de sairão de armazéns da região norte do Mato Grosso, com um custo da remoção de aproximadamente R$ 108 milhões para a Conab. As 65 mil toneladas restantes já estão disponíveis nos estoques públicos da região Sul.

Crédito - Para realizar o pagamento do milho os agricultores vão contar com uma linha de crédito emergencial de R$ 258 milhões disponibilizados pelo MDA. Segundo o Ministério, cada produtor poderá solicitar aos bancos via Pronaf até R$ 1.500, a ser pago em até dois com juros de 0,5% ao ano.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

INSTITUTO NORDESTE CIDADANIA SELECIONA ASSESSORES DE MICROCRÉDITO

O Instituto Nordeste Cidadania anuncia que realizará, nos próximos dias 2 e 4 de junho, em Natal e Assu, respectivamente, seleção de assessores para atuarem no Programa de Microcrédito Rural Orientado do Banco do Nordeste, o Agroamigo. O intuito é formar um banco de talentos para suprir vagas que serão abertas nos próximos meses.

Os interessados em concorrer precisam ter mais de 18 anos, ensino médio completo (de preferência com curso técnico Agrícola ou em Agropecuária) e carteira de habilitação para motocicletas. Experiência profissional ou comunitária e conhecimentos sobre as localidades e seus processos produtivos são desejáveis.

Entre os benefícios estão salário base mais situacional técnica, bem como auxílios alimentação e cesta básica, plano de saúde e odontológico, seguro de vida e treinamentos.

Os candidatos deverão entregar currículo e preencher formulário nos seguintes endereços: até dia 1º de junho, na agência do BNB no Centro de Natal (R. Vigário Bartolomeu, 630, próximo à praça Padre João Maria – Cidade Alta) e, até 2 de junho, na unidade de Assu (Praça Pedro Velho, 116 – Centro). Outras informações pelos telefones: (84) 3331-3380 e 3133-3209.

O Agroamigo é um programa de microcrédito orientado desenvolvido, em 2004, pelo Banco do Nordeste em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA). Os financiamentos são destinados a agricultores familiares classificados como Pronaf B, que possuem renda bruta anual de até R$ 5 mil. Os produtores são atendidos na própria comunidade, por meio de assessores disponibilizados pelo Instituto Nordeste Cidadania.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

LINHA DE CREDITO PARA AGROINDUSTRIAS ENTRA EM VIGOR

Entrou em vigor, na segunda-feira (11), linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada a incrementar o capital de giro de agroindústrias, unidades produtoras de equipamentos agrícolas e cooperativas, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no dia 16 de abril.

As condições para contratação do financiamento foram estabelecidas pela Portaria nº 203 assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A linha, operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), terá taxa de juros de 11,25% ao ano.

O financiamento terá subvenção econômica da União, sob a modalidade de equalização de taxas de juros. O prazo de reembolso é de até 24 meses, com até 12 meses de carência.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

BNB DESTINA R$ 1,36 MILHÃO PARA PROJETOS DE PESQUISA E DIFUSÃO TECNOLÓGICA‏

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) lançou três editais, com um aporte financeiro da ordem de R$ 1,36 milhão, para seleção de projetos de pesquisa e difusão tecnológica. O objetivo é otimizar a aplicação de recursos e oferecer maior celeridade na solução de gargalos para atividades de impacto econômico em sua área de atuação.
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Os avisos referem-se à pesquisa e difusão de tecnologias para caprinos e ovinos, bem como para Arranjos Produtivos Locais (APL) de Sergipe e ao apoio à elaboração de teses e dissertações sobre APL do Estado. São contempladas as seguintes linhas temáticas, entre outras: exigências nutricionais, sistemas de produção com indicadores econômicos e zootécnicos de alternativas de cruzamento, manejo sanitário, reflorestamento com espécies forrageiras nativas, desenvolvimento de rações de baixo custo, implantação de bancos comunitários e energias alternativas.
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Podem participar entidades sem fins lucrativos (fundações, institutos, autarquias, ONG`s e outras entidades), com sede nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia ou Norte de Minas Gerais, legalmente habilitadas a conduzir projetos de difusão tecnológica e com comprovada estrutura e competência para o mister.
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Os recursos são concedidos às instituições proponentes em caráter não-reembolsável, com valor individual, em cada proposta, não superior a R$ 50 mil para o Aviso 01/2009 (Caprinos e Ovinos), R$ 30 mil para o Aviso 02/2009 (Fundeci-Fapitec/ Arranjos produtivos locais) e, para o Aviso 03/2009 (Fundeci-Fapitec/Programa de bolsas), R$ 12 mil referentes a mestrado e R$ 16,8 mil a doutorado.
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Para o Edital 01/2009, os projetos devem ser apresentados até o dia 04 de maio e para os outros dois avisos, o prazo é até 04 de junho. Os interessados podem acessar a página www.bnb.gov.br e procurar o menu do Fundeci, em que estão disponíveis os editais e o download do formulário. A divulgação dos projetos pré-selecionados está prevista para 30 dias após o prazo final de recebimento das propostas.