Mostrando postagens com marcador Agroindústria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agroindústria. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de julho de 2010

DESINFETANTES À BASE DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE PLANTAS.

As primeiras análises laboratoriais de óleos essenciais para confecção de desinfetantes naturais indicam um potencial bastante positivo. Cultivadas no viveiro da fazenda experimental do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em Viana (ES), algumas espécies de plantas terão os princípios ativos analisados por universidades e faculdades. O intuito é identificar e comprovar o efeito dos compostos vegetais bactericidas e fungicidas, tanto para limpeza doméstica quanto para uso odontológico. Engenheira florestal e pesquisadora responsável, Fabiana Ruas aposta que o sucesso do projeto pode aumentar as possibilidades de comercialização do sistema produtivo em geral.

Distribuídas entre diversas instituições, as atividades da pesquisa contam com os profissionais da Faculdade Espírito-santense de Administração (FAESA) para a parte de identificação botânica. A participação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se destina ao fornecimento de informações farmacológicas específicas. Já a formulação dos medicamentos e extratos ficará a cargo da Univix Faculdade Brasileira. E os testes na área odontológica serão realizados pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

O carro chefe é a aroeira, conhecida como pimenta rosa é exportada como condimento. O grande diferencial desses produtos é não causar nenhum tipo de dano à saúde nem ao meio ambiente, uma vez que o cultivo tem que ser natural. Com os resultados positivos da pesquisa e todo o incentivo dado aos produtos orgânicos, cremos que o produtor rural vá se motivar a entrar nesse mercado crescente. Há uma gama de possibilidades para fitoterápicos, aromaterapia, massagem, vitaminas e suplementos. É um cultivo de baixo custo que pode utilizar mão de obra familiar, diversificando a renda da propriedade— comenta.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ANVISA REGULAMENTA PUBLICIDADE DE ALIMENTOS E BEBIDAS POBRES EM NUTRIENTES.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta segunda-feira (29/06), no Diário Oficial da União, o regulamento sobre a propaganda e publicidade de alimentos com quantidade elevada de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio, e de bebidas com baixo teor nutricional.

Segundo o texto, as peças publicitárias devem conter um alerta sobre os riscos à saúde provocados pelo consumo excessivo dessas substâncias. Elas devem informar, por exemplo, que a ingestão de alimentos com muita gordura trans eleva as chances de doença do coração, assim como no caso da gordura saturada, que aumenta também os riscos de diabetes.

O consumidor deve ser informado ainda de que alimentos com quantidade elevada de sódio aumentam o risco de pressão alta e de doenças do coração. A medida adotada pela Anvisa também vale para os refrigerantes, refrescos artificiais e bebidas ou concentrados para o preparo de bebidas à base de xarope de guaraná ou groselha, e chás prontos para o consumo.

O regulamento deve ser aplicado ainda nos caso de bebidas adicionadas de cafeína, taurina, glucoronolactona ou qualquer substância que atue como estimulante no sistema nervoso central. A medida foi adotada com o objetivo de coibir práticas excessivas que levem o público, em especial o infantil, a padrões de consumo incompatíveis com a saúde e que violem o direito à alimentação adequada.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

EMBRAPA PESQUISA SUBSTITUTOS PARA O SAL NOS ALIMENTOS

A Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) iniciou o projeto de pesquisa “Avaliação de substitutos de cloreto de sódio para fins alimentícios” que visa buscar alternativas ao cloreto de sódio (NaCl), o sal comum utilizado largamente tanto na mesa quanto em alimentos industrializados, e oferecer à indústria de alimentos uma opção para sua substituição, que seja aceitável pelos consumidores, segura, saudável e economicamente viável.

O mestre em Engenharia de Alimentos Fernando Teixeira Silva e a doutora em Tecnologia de Alimentos Daniela De Grandi Castro Freitas explicam que a motivação básica do projeto é o problema de saúde representado pelo consumo excessivo de sal, um risco para a parcela da população que sofre de hipertensão, agravado pela preferência dos brasileiros por alimentos bem salgados. “Há estudos que afirmam que, no Brasil, se consumiria, em média, cinco vezes mais do que a quantidade diária máxima de 2g recomendada pela Organização Mundial da Saúde”, informa Daniela. A preocupação com este problema de saúde é internacional e tem mobilizado a atenção da indústria de alimentos e de órgãos reguladores. A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, ABIA, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, e o Ministério da Saúde têm se manifestado sobre o assunto. “A redução do sódio nos alimentos é uma tendência de futuro”, garante Fernando.

O sal na formulação dos alimentos industrializados tem função de realçador de sabor e, também, de conservação. O projeto vai se concentrar nos alimentos industrializados (estima-se que 75% do sal que consumimos seja proveniente de alimentos processados) e visa produzir um substituto com gosto salgado mas com menor quantidade de sódio. Para chegar a este resultado serão utilizadas ferramentas de análise sensorial (que utilizam os sentidos humanos combinados com métodos estatísticos) para estudar os perfis e as características sensoriais de diversos sais que, em uma mistura (blend), possa substituir o sal sem as suas desvantagens. “O grande desafio é elaborar uma formulação sem os sabores residuais (off flavours) metálico, amargo ou ácido desagradáveis aos consumidores”, explicam.

Numa segunda fase, serão realizados estudos biológicos em ratos, substituindo o sal usado na ração pela formulação obtida para avaliar parâmetros ligados a hipertensão. Também será promovida a validação tecnológica industrial através da aplicação do sal substituto em produtos extrusados a base de milho (snaks), quando será verificado se algum parâmetro de processo precisa ser ajustado. Serão realizados ainda estudos de viabilidade econômica e de adequação da rotulagem.

O projeto conta com a parceria do Departamento de Alimentos e Nutrição (DEPAN) da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, Departamento de Nutrição da UFF e Fortitech e é financiado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Iniciado em fim de 2008, terá a duração de dois anos.